quarta-feira, 15 de abril de 2009

O meu avô

Hoje seria aniversário dessa linda figura, que nasceu há 113 anos.
Meu avô Alfredo infelizmente faleceu quando eu tinha só 2 anos, mas as histórias da vida dele povoaram toda minha infância e guardo com todo cuidado algumas pequenas lembranças de nós juntos bem no fundo do meu coração.
Não devo me aprofundar muito nas histórias, afinal de contas minha mãe as escreve com toda riqueza de detalhes de quem as ouviu do próprio, mas posso garantir que são histórias surpreendentes: cheias de reviravoltas, sapiência, luta, bondade e paixão.

Esse foi um homem que, por causa de um sonho, mandou buscar no Líbano a prima órfã, de 13 ou 14 anos, se casou com ela e criou com maestria uma família de 9 filhos, da qual descendo com todo orgulho.
É o homem que se apaixonou tanto pelo Brasil que "esqueceu" sua língua mãe. Queria ouvir e falar só o português, nunca pensou em voltar.
É o fazendeiro que ajudou tantas pessoas que até hoje quando tocamos em seu nome, ouvimos novas histórias. Sempre emocionantes.
É aquele libanês lindo, alto, de olhos muito azuis e presença marcante, inesquecível.
É o festeiro que reservava mesas no clube pra curtir o carnaval junto com os filhos.
É o fascinado por televisão. Primeiro a comprá-la em Bauru.

E é o meu avozinho que, mesmo doente, ficava comigo no colo e me protegia.
É a lembrança doce.
É um exemplo de vida!
É orgulho.

Amo esse sorriso de carnaval. Dois lindos!

3 comentários:

disse...

Obrigada, Karen, por você guardar nossas histórias. Ele fez por merecer tanta admiração e tanto amor. Você enriquece a minha vida. Beijos, minha linda!

July Malta disse...

Amor de avô é um dos melhores amores do mundo.. digo com autoridade..
Autoridade e os olhos cheios de lágrimas com esse depoimento da sua história, da sua família, que sempre digo e repito é um pouco minha tb!!
Parabéns vovô Alfredo!!

Euzinha disse...

Nossa, não dá nem para tentar segurar as lágrimas... Suas palavras com a imagem mais linda me emocionaram, prima, exatamente porque tenho lembrado muito deles. Lembro de tantas histórias, do pastor Lord fugindo para deitar perto da cadeira de rodas dele, do cheiro de talco dela...
Mas duas são especiais. Nosso avô tirando o miolo da melancia, a parte mais gostosa, para a esposa linda; e a nossa avó me ensinando a comer banana com bolacha água e sal. "Prismenta" - ela dizia com seu sotaque libanês. Experimentei e como até hoje. "Prismentem" vcs também! Bjo enorme. Obrigada, Ká.