domingo, 8 de março de 2009

No man is an island...

Pois é... essas são as sábias palavras de um poeta inglês, John Donne.

Lembro do filme "Um grande garoto", com o Hugh Grant, que ele achava que conseguia se sair muito bem sendo uma ilha, não tendo ninguém em volta, morando sozinho, andando sozinho (lógico que no fim do filme ele descobre que é muito mais divertido não viver assim, mas isso não vem ao caso).

Tenho que concordar que é impossível ser totalmente isolado de tudo e de todos, mas ultimamente quero cada vez mais que a Karenlândia se torne uma ilha perdida em meio ao oceano, sinto a necessidade de me isolar um pouco, me reservar, de fechar a porta, de me jogar ao mar.


Como já sei que isso não é viável, resolvi tranformar meu mundo num local controlado, organizado. Vou assumir a responsabilidade pelo housekeeping: vou limpar tudo que é excesso e criar um ambiente saudável, em que seja possível viver em paz.

Me explico já: minha sensação é de que existe muita gente louca por perto.

Já disse o Caetano que "de perto, ninguém é normal", mas quando hoje eu falo "gente louca" não é aquele louco divertido, no qual eu me encaixo e que sempre faz bem. É um louco de verdade, um louco sério, que devia ser medicado ou internado. É um louco meio perigoso...

Não sei se louco é a descrição mais correta, pode ser vampiro também... que faz mal, inveja, copia, que imita, engana, que não tem personalidade, que dá mancada, que machuca, que trai, que é cheio de manias, cheio de pudores, é falso, é manipulador, e por aí vai...

Parando pra pensar, ultimamente deixei um monte de gente desse naipe habitar minha vida e fazer parte do meu dia-a-dia. Agora, tá na hora de por ordem nessa ilha, de mandar embora todo mundo que não presta. Mandar pra longe tudo que faz mal. E quem sai daqui, agora não volta mais. E gente nova vai ter que tirar visto e passar por período probatório pra entrar.

Me assustei ao ver que no fundo eu continuo sendo muito ingênua e acolhendo a todos com todo amor e sinceridade, ignorando sinais de perigo e persistindo em alguns erros.
Preciso ser mais seletiva. Não é bom abrir os braços (e o coração) com tanta facilidade.

Vamos ver se dessa vez eu aprendo... Afinal life's all about learning, não é mesmo?

PS: A foto é de uma ilhota no caminho pra Key West... Tão lindo, tão azul... (e tão longo!)

2 comentários:

July Malta disse...

Te entendo e te aprovo.. Talvez pudessemos criar um arquipélogo.. sou um pouco como vc, recebo as pessoas de braços abertos e sempre levo aquele tropeção.. tá na hora de aprender.. a idade diz isso..
Love you amiga do coração

Fernanda disse...

Tô contigo e não abro.
Adoro vc!!

bjs