terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A minha sorte grande

Bom, gente, desabafei o que pude aqui e foi muito benéfico pra mim.
Tem horas que sinto que enquanto não conseguir organizar os pensamentos em um texto, não sai nada de bom.
Normalmente eu faria isso numa agenda, num diário, num caderninho escondido embaixo da cama.
Mas dessa vez, quando cheguei em casa soluçando, olhei pro notebook e achei que esse era o meio certo pra deixar a tristeza fluir dessa vez.
É um pouco de exposição demais, sim. Mas às vezes sinto a necessidade de mostrar que além das besteiradas de sempre, também tem um coração aqui. E que, independente da palhaça exuberante que sou na maior parte do tempo, também tenho meus dias de depressão.

A sorte (para vocês) é que quando eu sofro, dura pouco. Não me permito ficar mal por muito tempo. Logo chuto tudo pra longe e arrumo força pra mais uma piadinha, mais um sorriso e, quando vejo já estou passando mal de rir de novo.

Agora a sorte mesmo (para mim) são as amizades que me cercam. Sim, sempre que a gente cai percebe uma ou outra exceção que sai correndo ou que tem até prazer em assistir. Mas a minha grande maioria e meu grande orgulho são aqueles que ficam por perto e que com o menor dos gestos já melhoram meu estado de espírito.

Tenho que falar que não costumo ficar triste em companhia.
Não gosto que me vejam sofrer, que me vejam chorar.
Sempre seguro o quanto posso, para soltar tudo sozinha, embaixo dos meus lençóis, no silêncio do meu quarto.
Dessa vez não consegui.
Chorei na balada, me escondi no banheiro, abaixei a cabeça uma série de vezes querendo desabar.

Não sei o que era maior: a tristeza ou a vergonha.

Gente que eu nem esperava me puxou para um abraço, me chamou pra dançar, amparou minhas lágrimas.
Minhas amigas secaram meu rosto com todo carinho, me abraçaram, me deram força.
Tive que segurá-las para que não fossem lá, tirar satisafações e falar o que eu não conseguia.
Deixei escapar bem a pequeninha, que do alto de seu 1,60m discutiu com o 2,1o de igual pra igual (cena mais fofa do mundo)
No domingo e ontem recebi os recados mais doces no celular e no email, cheios de carinho e preocupação.

Amigas, o post de hoje é pra agradecer.
Agradecer por tê-las em minha vida.
Agradecer pela força e pelas energias.
Eu sabia que tinha grandes amigas, sim.
Mas hoje sei que são mais do que isso: são irmãs, são família, são almas-gêmeas, são todo meu bem querer, essenciais, fontes de força, de fé e de amor.

Obrigada mesmo.

5 comentários:

July Malta disse...

Linda!!!
Sempre ao seu lado little sister!!

Fernanda disse...

Lindo post!!
Fico feliz que esteja feliz!! :)

Priscila disse...

Amiga,esse recado é p/ te falar que não é vergonha nenhuma chorar em público, é nobre e honroso se não for por manha. Como eu sei que manha não é o seu caso, chorar é nobre, seja em público ou debaixo dos lençóis.
Vc é umas das minhas amigas mais lindas, animadas, integras, apaixonantes, multitasker, inteligente...gente que pode....e gente que pode, pode tudo. Até chorar na balada.
Hoje a lu (minha filha postiça) tá aqui em casa babando na minha tela, por coincidência. Uma criança babando pelo seu traalho, amiga.
Te amo! Pena que meu colinho e meu lencinho foram virtuais e chegaram só hoje. Tenho muita saudade!

Helena disse...

Linda! Lindo o post!
Mesmo longe tenha certeza q estarei pertinho: no coração!
Como diz a minha prima Lucila ( aquela q vc conheceu em Jaú): "Eu choro no bar mas não choro em casa"!
Nada de vergonha! Amém que somos transparentes e num simples olhar expressamos aquilo que sentimos! Isso é uma dádiva!
Lov U

Clarissa disse...

ufa! melhor assim, não? bora voltar a brilhar...